← Voltar pro blog

Gestão

MEI em 2026: limite, nota fiscal e o que muda pro seu comércio

21 de julho de 2026 · 6 min de leitura

Conteúdo atualizado em julho de 2026. Regras de imposto mudam com frequência — aqui a gente separa o que já vale do que ainda é proposta. Para o seu caso específico, vale confirmar com um contador.

Boa parte do comércio de bairro é MEI — mercadinho, salão, oficina, lanchonete. E 2026 chegou com muita conversa e algumas dúvidas: o limite vai subir? Vou ter que dar nota em tudo? O imposto muda? Vamos direto ao que interessa, sem juridiquês.

O limite de faturamento continua o mesmo

Em 2026, o teto do MEI segue em R$ 81 mil por ano — mais ou menos R$ 6.750 por mês. É o mesmo valor de anos anteriores, não subiu. Se você passar disso, precisa comunicar o desenquadramento e virar Microempresa (ME) no Simples Nacional.

Vai aumentar? O que está em discussão

Existem projetos no Congresso para subir esse teto — fala-se em chegar perto de R$ 140 mil até 2028, e há propostas com valores ainda maiores. Mas atenção: nada disso foi aprovado. Por enquanto, o que vale é R$ 81 mil. Vale acompanhar, sem contar com o aumento antes de ele existir.

A maior mudança: a nota fiscal (a partir de 2027)

Hoje, em 2026, o MEI só é obrigado a emitir nota nas vendas para empresas (pessoa jurídica); para o consumidor comum, só quando ele pede. Isso muda com a Reforma Tributária: a partir de janeiro de 2027, a nota passa a ser obrigatória em todas as vendas, inclusive para pessoa física.

Ou seja: aquela venda de balcão que hoje sai sem nota vai precisar de registro. Não é pra se desesperar — é pra começar a se organizar com calma antes de virar obrigação.

E o imposto?

Hoje o MEI paga um valor fixo por mês (o DAS, na casa dos R$ 76 para comércio em 2026), independentemente de quanto vendeu. A Reforma caminha para uma cobrança mais proporcional ao faturamento no futuro, com percentuais que, para o comércio, começam na faixa dos 4%. Vários detalhes ainda estão sendo definidos — por isso, de novo, o contador é seu melhor amigo aqui.

O que fazer agora pra não ser pego de surpresa

  • Acompanhe seu faturamento de perto pra não estourar o teto sem perceber.
  • Pegue o hábito de registrar cada venda — inclusive o fiado. Vai facilitar demais quando a nota virar obrigatória.
  • Guarde comprovantes e mantenha o controle organizado, não só na cabeça.
  • Converse com um contador sobre o seu caso — cada negócio é diferente.
Ter cada venda anotada é o primeiro passo pra encarar as novas regras sem sufoco. No FiadoAnotado, cada fiado fica registrado com data e valor — um controle que já te ajuda hoje e vai valer ouro quando a nota fiscal for obrigatória.

Leia também